Baleias Jubarte

“Baleiar” ou observar baleias é o lazer preferido
de centenas de turistas que chegam para a temporada das Jubartes, entre julho
e novembro, quando elas migram para Abrolhos. A cada ano, o Instituto Baleia Jubarte
– uma organização não governamental, criada em 1996
com sede em Caravelas, que desenvolve diversas ações na região
– registra a presença das baleias cuja população já
ultrapassou mil animais na área de Abrolhos.
Mais conhecidas como baleias-cantoras ou baleias-corcundas, as Jubartes encantam
pela docilidade com que se aproximam das embarcações, encenando
acrobacias mirabolantes e emitindo sons audíveis por microfones submersos
que pressupõem a dança do acasalamento. Todos os anos, elas percorrem
cinco mil quilômetros, a partir da Antártica, em busca das águas
mornas, rasas e cristalinas do extremo sul da Bahia. As baleias Jubarte (megaptera
novacangliac), fogem do inverno rigoroso e das águas geladas da Antártida
para passar o tempo de reprodução e cria no mar de Abrolhos.
Esses mamíferos, que quase foram extintos da costa atlântica brasileira,
passaram a ser preservados por força do Decreto Lei nº 7.643, de 18
de dezembro de 1987, que proibiu a caça, captura e qualuer forma de molestamento
em águas brasileiras. Hoje, as baleias são internacionalmente protegidas
através de acordos firmado entre países membros da Comissão
Baleeira Internacional.
As Jubarte têm um comportamento diferenciado. Elas vêm em busca de
águas rasas e mornas para procriar e amamentar seus filhotes, que nascem
com até duas toneladas, e chegam a consumir de 100 a 400 litros de leite
por dia. As baleias Jubarte são uma das maiores do planeta e, quando adultas,
podem medir até 16 metros e pesar 40 toneladas. Durante o tempo da migração
as Jubarte não se alimentam e, no arquipélago, estão protegidas
de seues principais predadores: as baleias Orca que habitam água mais frias
e são raras na região dos recifes de corais.
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